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Entendendo a gestão sanitária do Dengue

A Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde recomenda, em se tratando do Dengue, a criação de um grupo executivo intersetorial em cada estado e em cada município. É necessária ainda a integração das ações de vigilância epidemiológica e entomológica com as da atenção básica, especialmente no que se refere ao trabalho desenvolvido pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e pelos Agentes de Controle de Endemias (ACE).

As Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Dengue (v.) também apontam a necessidade de se dividir essas ações entre aquelas de rotina e as emergenciais, de acordo com a situação de transmissão da doença. Entre os métodos de controle, a principal orientação baseia-se no mecânico, que prevê a proteção ou destruição de depósitos de águas que podem se tornar criadouros do mosquito. O método de controle químico é utilizado em situações específicas, quando não é possível eliminar mecanicamente os criadouros, devendo ser aplicado em último caso, pois o uso intensivo de produtos químicos pode induzir o desenvolvimento de resistência no mosquito Aedes aegypti.

Planos próprios - Para que estados e municípios construam seus planos, o capítulo Gestão dos planos de prevenção e controle de epidemias de dengue, nas Diretrizes, recomenda a constituição formal de grupos de trabalho nas secretarias estaduais e municipais de saúde, não só para elaborar documentos com especificidades próprias e regionais, como para atuar na coordenação e gestão do processo de controle do Dengue. Mas o sucesso das atividades passa pelo fortalecimento da atenção primária em saúde, sendo essencial a organização dessa rede de serviços, visando subsidiar a tomada de decisões pelo gestor local.

Organização e assistência - Para o sucesso no controle do Dengue, a gestão deve assumir o comando das ações setoriais e intersetoriais, tendo como eixos prioritários a organização da assistência; as vigilâncias epidemiológica, sanitária e entomológica; o apoio administrativo e logístico; a constituição de comitês técnicos e de mobilização; a capacitação e educação permanentes; a gestão de pessoas; a comunicação e o planejamento estratégicos; a programação; e o monitoramento.

Por outro lado, o Pacto pela Saúde que, a partir de 2006, passou a significar a nova organização administrativa do SUS, contemplou o Dengue como uma de suas prioridades, com objetivos claros a serem atingidos pelos Estados e municípios.
(ver em Consulta Normativa)

 

Matérias relacionadas: (link interno)
»  Dengue (índice de matérias)

Downloads:
Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue
[Brasília/DF - 2009 - formato: PDF - tamanho: 2.738KB]
opção 1 »  Arquivo no site "Brasil unido contra a dengue"
opção 2 »  Arquivo no site "Ministério da Saúde"
opção 3 »  Cópia em CAOP-Saúde/MPPR (espelho)
Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD)
[Brasília/DF - 2006 - formato: PDF - tamanho: 991KB]
opção 1 »  Arquivo no site "Ministério da Saúde"
opção 2 »  Cópia em CAOP-Saúde/MPPR (espelho)

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